Tunico da Vila

Tunico da Vila canta Martinho da Vila O cantor e compositor Tunico da Vila, apresenta “Tunico canta Martinho” uma proposta intimista de show de samba com musicalidade, afetividade, cantando a família e seu universo cultural. Com suas vivências, nos mais de 25 anos que o acompanhou pelo mundo como seu percussionista, nas cantorias e composições que dividiu com o pai, o sambista reafirma sua herança cultural e atua como um contador musical da história que fez parte. “Para mim, ter sido testemunha partícipe desse legado cultural é um privilégio. Ter nascido num lar efervescente, de culto as raízes do samba, ter viajado o mundo com o pai, ter aprendido a respeitar a liberdade, as escolhas dos seres humanos, compor canções e cantar com ele, são experiências que vão muito além da relação pai e filho. Martinho da Vila é história da cultura, da música do Brasil negro e afirmativo”, Tunico da Vila. No repertório os clássicos sambas sensuais gravados por Martinho da Vila como “Disritmia”, “Ex-amor”, além de “Salve a mulatada brasileira”, “Cresci no morro”, “Sino da igrejinha”, “Semba dos Ancestrais”, “Muadiakime”, “Casa de Bamba”, “Calango longo” e “Quero quero”. Além das composições da dupla Tunico e Martinho, “Para de brincar comigo”, “Festa de Caboclo” e “Um ai, ai pro meu amor”.

Trajetória Tunico da Vila firma-se como grata revelação do samba contemporâneo, aliando sua vivência como músico a experiências ligadas ao seu universo cultural. Retrata por meio de seu show os ambientes que deram liga ao samba carioca, os terreiros e as rodas de samba. Apresenta sambas de roda, de partido-alto, de terreiro, afro-sambas, além de ritmos angolanos. Através de laços de afetividade, conversa musicalmente com o público por meio de suas composições sobre a origem banta e irreverente do samba de partido-alto, o cotidiano do povo negro, liberdade e sensualidade.

É artista da Sony Music, gravou seu primeiro álbum intitulado “Tunico Ferreira” (2003), que fez sucesso com a música “Nota de Cem”. Em 2009, lançou seu segundo álbum ”Na cadência do Partido Alto” e em 2016 “O Velho de Oiá”, disponível nas plataformas digitais de música. Tunico da Vila compôs com Martinho da Vila as canções, “Um ai ai pro meu amor” no álbum “Tá delícia, tá gostoso” (1995), “Para de brincar comigo mulher” e “Difícil ser fiel” no álbum “O Pai da Alegria” (1999) e Festa de Caboclo”, no CD “Da Roça e da Cidade” (2001). A música “Cheguei no Samba”, gravada pelo grupo Swing e Simpatia (2000) e “Que paixão tão linda é essa” gravada por Salgadinho (2018).

Entre 2017 e 2019 Tunico da Vila gravou quatro clipes e disponibilizou nas plataformas streamings, “É dia de rede no mar” uma ode à cultura negra do povo do mar, “Nos Caminhos de Um Só”, junto com o sambista Xande de Pilares num canto contra a intolerância, “Madalena do Espírito Santo” uma homenagem à filha que faleceu em 2019 e “Quero, Quero” uma releitura da canção lançada em plena ditadura militar por seu pai, com participações de Martinho da Vila e os rappers BK, Dexter, Rashid, Kamau, Rappin Hood e Melanina Mc´s. Tunico da Vila realiza projetos de economia cultural criativa que envolvem tradições e ancestralidade no estado do Espírito Santo, terra do congo, ritmo africano e da toada “Madalena do Jucu”, adaptada em samba por Martinho da Vila em 1989 e que em 2019 completa trinta anos de gravação.

História de Vida Nascido no dia de Santo Antônio, dia 13 de junho, batizado como Antônio João e Pedro Caniné Ferreira, Tunico da Vila, 47 anos, é carioca, nascido e criado em Vila Isabel. Possui uma história intrínseca à escola de samba do bairro, começou a frequentar a quadra da Unidos de Vila Isabel ainda criança, com seu pai, o cantor e compositor Martinho da Vila e sua mãe Ruça, que foi presidente campeã pela Unidos de Vila Isabel em 1988. Formou-se em percussão pela Ordem dos Músicos do Brasil, participou do 1º Canto Livre de Angola no Brasil em 1983, do Kizomba- Encontro Internacional de Arte Negra em 1984, do desfile “Kizomba, Festa da Raça” da Unidos de Vila Isabel em 1988 desfilando na bateria tocando tamborim, do PERC PAN 2010- Panorama Percussivo Mundial em Salvador –BA. Candomblecista há mais de 30 anos, Tunico possui o cargo de Tata Kaiango, quem canta e toca nos terreiros, é flamenguista e isabelense, amante de um bom vinho e sua comida predileta é bacalhau.

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